Amigdalite — inflamação das amígdalas na parte de trás da garganta — é menos comum em crianças menores de 3 anos do que em crianças mais velhas, mas ocorre. Em crianças muito pequenas, pode ser difícil diagnosticar porque não conseguem relatar dor na garganta e a apresentação pode parecer doença não específica. Para uma visão geral abrangente, consulte nosso guia completo de saúde infantil.
O Que é Amigdalite
As amígdalas são dois pequenos aglomerados de tecido linfóide na parte de trás da garganta. Seu papel é imunológico — elas são parte do sistema linfático e respondem a infecções entrando pela boca. Quando infectadas ou inflamadas, causam amigdalite.
Em crianças menores de 3 anos, as amígdalas estão presentes, mas tipicamente menores do que em crianças em idade escolar, e o sistema imunológico está encontrando muitos patógenos novos. Amigdalite nesta idade tende a parecer mais como doença generalizada do que a apresentação "dor de garganta e amígdalas inchadas" familiar de crianças mais velhas.
Causas
Amigdalite viral representa a maioria dos casos em todas as idades. As causas virais comuns incluem adenovírus, rinovírus, vírus de Epstein-Barr (EBV/febre glandular) e enterovírus. Amigdalite viral não requer antibióticos.
Amigdalite bacteriana é mais comumente causada por Estreptococo do Grupo A (Streptococcus pyogenes) — "garganta com estreptococo". Amigdalite bacteriana é menos comum em crianças menores de 3 anos do que em crianças mais velhas (que estão em contato mais próximo com mais pessoas em ambientes escolares). Quando ocorre, tratamento com antibiótico é apropriado.
Sintomas em Crianças Pequenas
Crianças menores de 3 anos não conseguem localizar dor confiávelmente, então o histórico clássico "minha garganta dói" não está disponível. Sinais que podem indicar amigdalite neste grupo etário incluem:
- Febre — frequentemente o sintoma dominante; pode ser alta (39°C ou acima)
- Recusa de comer ou beber — devido à dor ao engolir; uma criança pequena que é incomumente relutante em comer pode estar experimentando dor na garganta
- Salivação — quando engolir é muito doloroso, a saliva se acumula
- Irritabilidade geral e infelicidade — não específica, mas notável em uma criança que parece estar doente além de irritabilidade normal
- Voz abafada ou incomum — a voz pode soar diferente se as amígdalas estão significativamente inchadas
- Linfonodos inchados no pescoço — caroços palpáveis sob a mandíbula ou na parte superior do pescoço
- Vermelhidão e inchaço visível na parte de trás da garganta — isto requer exame
Em crianças pequenas mais velhas, a dor na garganta pode ser comunicada apontando para a garganta ou chorando durante as refeições.
Viral vs Bacteriana: Diferenças Principais
Nenhuma característica clínica distingue confiávelmente amigdalite viral de bacteriana sem testes. Os critérios de Centor (usados em adultos) são menos confiáveis em crianças pequenas. Indicadores clínicos que sugerem causa bacteriana incluem:
- Febre muito alta, início abrupto
- Sem tosse ou nariz escorrendo (URTI viral comumente acompanha amigdalite viral)
- Manchas brancas (exudato) nas amígdalas
- Inchaço significativo dos linfonodos
Um teste rápido de estreptococo ou swab da garganta pode confirmar infecção estreptocócica.
Tratamento
Amigdalite viral: Manejo de suporte — paracetamol ou ibuprofeno para febre e desconforto, fluidos adequados (bebidas frias podem acalmar). A doença tipicamente se resolve dentro de 5–7 dias.
Amigdalite bacteriana (estreptocócica): Antibióticos — tipicamente um curso de 10 dias de penicilina metoxi-fenílica (penicilina V) ou amoxicilina. Tratamento com antibiótico reduz a duração dos sintomas, previne complicações (notavelmente febre reumática — rara mas séria) e reduz a infecciosidade.
Quando Procurar Ajuda
- Recusa de beber durante várias horas com sinais de desidratação
- Salivação com incapacidade de engolir
- Dificuldade respiratória ou estridor (respiração áspera e barulhenta) — pode sugerir abscesso peritonsilar ou epiglotite (incomum mas sério)
- Febre persistindo além de 4–5 dias
- Criança que parece muito doente ou piorando
Amigdalite recorrente (7 ou mais episódios por ano, ou critérios progressivamente menos graves) pode eventualmente ser motivo para amigdalectomia — uma decisão tipicamente feita em consulta com um especialista em otorrinolaringologia (ENT).
Principais pontos
Amigdalite em crianças pequenas muito mais comumente viral (adenovírus, rinovírus, EBV, enterovírus); menos comumente bacteriana (Estreptococo do Grupo A). Sintomas: febre (frequentemente alta), recusa de comer/beber devido à dor na garganta, salivação, irritabilidade geral, linfonodos do pescoço inchados. Características clínicas sugerindo causa bacteriana: febre muito alta início abrupto, sem tosse/nariz escorrendo, exudato branco nas amígdalas, inchaço significativo dos linfonodos (confirmar com swab da garganta/teste rápido de estreptococo). Viral: cuidados de suporte (paracetamol/ibuprofeno, fluidos), resolve em 5-7 dias. Bacteriana: curso de 10 dias de antibiótico (penicilina/amoxicilina). Procure ajuda para desidratação, dificuldade respiratória, febre >4-5 dias.