O impulso de estender a despedida quando uma criança está angustiada na saída de creche é totalmente compreensível. Como deixar mais lentamente, dando mais tranquilidade e esperando até que a criança se acalme, não poderia ser melhor? No entanto, as evidências consistentemente apontam na direção oposta—e compreender o porquê ajuda os pais a agir contra seus instintos no momento.
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A Lógica do Sistema de Apego
Para compreender por que despedidas prolongadas saem pela culatra, ajuda compreender o que o sistema de apego está fazendo durante a saída.
Quando um pai começa o processo de deixar uma criança pequena em um lugar desconhecido, o sistema de apego da criança se ativa. Sua função é trazer a figura de apego de volta ou impedi-la de sair. Os comportamentos que gera—choro, apego, alcance—são especificamente projetados para ser convincentes ao pai.
A pergunta que o sistema nervoso da criança está implicitamente processando durante a saída é: "Isso é seguro? O pai vai ficar ou sair?" Cada momento que o pai permanece presente depois que a despedida foi iniciada fornece evidência de que a resposta não está ainda determinada. O comportamento de apego da criança continua precisamente porque a situação permanece sem resolução.
Quando o pai sai: o sistema nervoso da criança recebe sinal claro de que o pai se foi. O sistema de apego, tendo recebido essa informação, começa o processo de ajuste. A pessoa-chave pode agora começar a servir como refúgio seguro no ambiente. A maioria das crianças nessa situação se acalma dentro de minutos até quinze minutos.
Quando o pai fica: o sistema nervoso da criança é mantido em estado de busca de apego ativo—choro, alcance, escalada—porque a partida ainda não aconteceu. Quanto mais esse estado é mantido, mais desregulada a criança fica. Quando o pai finalmente sai, a criança está mais angustiada do que se o pai tivesse saído prontamente, e leva mais tempo para se acalmar.
Evidência De Pesquisa
Pesquisa por Harriet Waters e colegas, e achados consistentes na literatura de apego mais amplamente, mostra que a velocidade de resolução depois da separação está significativamente relacionada à qualidade e consistência da despedida em vez de seu comprimento. Crianças cujos pais mantêm despedidas breves e consistentes mostram acalmia mais rápida e respostas de cortisol mais baixas à separação do que aquelas cujos pais têm padrões de despedida inconsistentes ou estendidos.
O Estudo NICHD de Cuidado Infantil Precoce encontrou que um fator-chave na qualidade do apego bebê-cuidador em creche era a consistência e previsibilidade das rotinas de cuidado—e a rotina de despedida é o início dessa consistência.
O Que Despedidas Prolongadas Ensinam À Criança
Uma despedida estendida comunica várias coisas à criança:
Que a situação é incerta. Se o pai estivesse confiante de que esse lugar é seguro, ele sairia. A despedida estendida lê para a criança como: "Não tenho certeza sobre isso."
Que sofrimento pode mudar o resultado. Se sofrimento faz o pai ficar, escalando sofrimento é estratégia racional. Crianças que não são deixadas confiável mente depois de uma despedida frequentemente escalaam seu sofrimento para testar se choro mais intenso funcionará.
Que não há fim confiável para a despedida. Sem ponto final claro e consistente, a criança não pode se orientar para o que vem a seguir (a pessoa-chave, as atividades, a estrutura do dia).
Tornando Isso Prático
Saber que despedidas prolongadas são contraproducentes não as torna emocionalmente fáceis de evitar. O que ajuda na prática:
- Ritual pré-comprometido e consistente que tem ponto final claro—quando o ritual é feito, você sai
- Preparação mental antes da chegada: "Vou dizer adeus e sair. Este é o plano."
- Suporte da pessoa-chave—uma pessoa-chave hábil ajudará ao ativamente pegar a criança e engajá-la conforme o pai parte
- Compreensão de que a criança ficará bem: ligar para o ambiente depois para confirmar fornece evidência confiável de que a partida não é prejudicial
Principais pontos
Despedidas prolongadas estão consistentemente associadas com adaptação mais difícil, não menos. A intuição de que mais tempo com uma criança angustiada ajudará a acalmá-la antes da separação é contradita pela pesquisa. Uma vez que a decisão de sair foi tomada, fazê-lo prontamente e consistentemente produz melhores resultados para a criança.